Você já ouviu falar do Clube do Cupim?


“Entre os inúmeros relatos sobre o movimento abolicionista no Brasil, há um belo fragmento, pouco conhecido além da roda de estudiosos da história pátria, sobre a existência de certa organização secreta, denominada “Clube do Cupim”. A sede das reuniões dessa organização, conhecida familiarmente como “Panela do Cupim”, era um palacete situado na capital pernambucana. Os “cupins”, assim se tratavam os membros do Clube, possuíam vários contatos em outras províncias do Império, especialmente no Ceará, sendo sua principal atividade relacionada com a liberação dos escravos, por todos os meios.

… um nome tão adequado dessa associação, cuja atividade, sujeita então à perseguição governamental, devia ser oculta e dissimulada. Assim, também a vida dos cupins está cheia de enigmas, segredos e mistérios, até para os naturalistas, que se esforçam em desvendar até à intimidade esse mundo estranho.”

(Lenko & Papavero, 1979)


O Cupim, como era chamado, foi um movimento abolicionista criado em Recife no final do século 19, e que acredita-se que tenha sido responsável pela libertação de mais de 3 mil escravizados entre o período de 1884 e 1888.

O dia da consciência negra simboliza uma reflexão que deve nos acompanhar por todo o ano. Um dia de luto frente todas as injustiças sociais e raciais que destroem a população negra em nosso país.

Para refletirmos um pouco sobre essa causa, trouxemos uma entrevista com Dr. Celso Castilho, professor e historiador da Universidade Vanderbilt (EUA), e especialista na história da abolição da escravidão no Brasil, para nos contar um pouco sobre a luta dos cupins contra a escravidão em nosso país.

A escravidão deixou marcas muito profundas em nossa sociedade, esperamos que esse video faça você perceber o quanto essa história é ainda recente e o quanto ela conversa com o Brasil que presenciamos.


Entrevista e edição do vídeo por: Samuel Aguilera


Referência:

KAROL LENKO & NELSON PAPAVERO. 1979. Insetos no Folclore. Conselho Estadual de Artes e Ciências Humanas, São Paulo.

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